terça-feira, 24 de junho de 2008

Eu quero que você se.. Pop Pop Pop!

Para os viciados em música, como eu, às vezes é difícil admitir que se gosta de música pop. Pudera. O que lembra a expressão pop? Michael Jackson branco-transparente-sem-nariz no tribunal e Britney Spears careca. Écati!
Uma coisa, porém, devo admitir: não tem coisa melhor que um pop bem-feito. E eles duram, viu. Ou seja, quando bem produzidos, eles permanecem. Quer coisa mais pop que a Nona de Beethoven? (Risos.) Ou então, o Michael Jackson - com nariz, cantando Thriller? (Nem vem: para mim, Britney Spears não fez nada que preste nem quando era virgem.)
Estou feliz que nem pinto no lixo (Ê Jamelão!) porque baixei na íntegra os dois álbuns da excelente banda Trash Pour Quatro, que tem como proposta revisitar clássicos do Pop nacionais e internacionais de todas as épocas, com uma roupagem totalmente diferente. E o resultado é fodástico, acreditem.
Vou propor então, o Top 5 da boa música pop. Ou Pop 5, que seja. E desde já agradeço a pouca e seleta participação da audiência no Top5 das cantoras. Poucas e boas sugestões.
Lá vai o Top Pop:
1 - Girls just wanna have fun - Cindi Lauper
2 - What´s up - 4Non Blondes
3 - Whisky a go-go - Roupa Nova
4 - Estúpido cupido - Celly Campelo
5 - Será - Legião Urbana

Façam suas apostas!



Textículo jorrado em 24/06/2008

sábado, 21 de junho de 2008

Mulheres

Apesar deste Blog de Vida Dupla Mais Sem Audiência do Ciberespaço chamar-se Textículos de Mulher, sempre enfatizei os Textículos e nunca o Mulher. E hoje é o dia. Nunca contei o quanto gosto de ser mulher. É fascinante, apesar da TPM e da depilação com cera quente.

Mulheres não são perfeitas, são perfectíveis. Quando o macho previsível crê que tudo sabe sobre elas, elas já não são mais as mesmas, passaram por mais uma metamorfose. Quando se pensa que estão rendidas, destruídas, ou simplesmente, apaixonadas, o macho perdido toma delas uma bela rasteira, um frango daqueles de deixar qualquer goleiro desmoralizado. E eles parecem não aprender nunca.

É duro ter que me repetir. Então, deixo o resto pra Elisa Lucinda, que esgotou a questão com o fantástico “Aviso da Lua que Menstrua”:

Aviso da Lua que Menstrua

Moço, cuidado com ela!
Há que se ter cautela com esta gente que menstrua…
Imagine uma cachoeira às avessas:
cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado, moçoàs vezes parece erva, parece hera

cuidado com essa gente que gera
essa gente que se metamorfoseia
metade legível, metade sereia
Barriga cresce, explode humanidades

e ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar
mas é outro lugar, aí é que está:
cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita…
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente

que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!

Tá acostumada a viver por dentro,
transforma fato em elementoa tudo refoga, ferve, frita
ainda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou
é que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga
é que tô falando na “vera”conheço cada uma, além de ser uma delas.
Você que saiu da fresta dela

delicada força quando voltar a ela.
Não vá sem ser convidado

ou sem os devidos cortejos…
Às vezes pela ponte de um beijo
já se alcança a “cidade secreta”a Atlântida perdida.
Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.

Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas
cai na condição de ser displicente
diante da própria serpente.
Ela é uma cobra de avental.
Não despreze a meditação doméstica.
É da poeira do cotidiano

que a mulher extrai filosofia
cozinhando, costurando
e você chega com a mão no bolso
julgando a arte do almoço: Eca!…
Você que não sabe onde está sua cueca?
Ah, meu cão desejado

tão preocupado em rosnar, ladrar e latir
então esquece de morder devagar
esquece de saber curtir, dividir.
E aí quando quer agredir

chama de vaca e galinha.
São duas dignas vizinhas do mundo daqui!
O que você tem pra falar de vaca?
O que você tem eu vou dizer e não se queixe:

VACA é sua mãe. De leite.
Vaca e galinha…ora, não ofende.

Enaltece, elogia:
comparando rainha com rainha
óvulo, ovo e leite
pensando que está agredindo
que tá falando palavrão imundo.
Tá, não, homem.
Tá citando o princípio do mundo!


Ah! E um pequeno PS: acho uma tremenda bobagem esse papo de “homens são de Marte e mulheres são de Vênus”. My love is Venus too.


Textículo jorrado em 21/06/2008

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Quer saber? Eu vou subir num banquinho e xingar a rainha que eu ganho mais.

Foi-se o tempo em que eu queria mudar o mundo, agora eu quero mudar de mundo. Porque não pode ser possível eu ser da mesma espécie de gente que solta uma bomba no corredor da escola em pleno horário de intervalo ou que ateia fogo em área de Preservação Ambiental em dia de tempo seco. Aliás, estou me perguntando o que estes seres precisam para serem promovidos a categoria de ser humano.

Ficar sabendo desse tipo de coisa já me preocuparia bastante. Presenciar me deixa com vontade de me enforcar no pé-de-salsinha mais próximo. Além dos motivos tradicionais, com questionamentos clichês e vazios do tipo "Onde nós vamos parar assim?", também me preocupa o fato de que esta falta de ordem total é capaz de fazer com que até Mahatma Ghandhi se torne um porco reacionário. É o meu caso.

Primeiro eu acreditava que as pessoas teriam que tirar habilitação para pôr mais gente no mundo. Pensa só: se as pessoas fazem merda no trânsito com habilitação, imagina se não existisse. É só ver no que dá qualquer um ser capaz de copular com uma fêmea, fecundá-la, e esta por sua vez, conceber um novo ser e jogá-lo no mundo. Eu também era a favor da restrição da distribuição de óvulos, até porque a maioria não é usado. E TPM dá um prejuízo do cacete.

Mas isso era antes de querer mudar de mundo. Habilitação para procriar era uma solução progressista, quase de centro-esquerda. Minha porção Stálin acordou e ela acredita que o melhor é esterilização em massa. Já tem gente demais no mundo. Chega. "Você gosta de sexo, meu filho? Então só brinca, sem procriar, por favor! Além do que seu DNA não tem nada de bonito.", ele diria.

Já que tem gente demais no mundo e gente que definitivamente não pensa, o meu Stálin de estimação acha que estes conjuntos de ossos e músculos flácidos podem servir para alguma coisa. Campo de trabalhos forçados, por exemplo. Minha porção Stálin saliva só de imaginar os autores das façanhas relatadas em uma pedreira sem nenhuma sombra, com Sol a pino, preso a uma bola de ferro, quebrando pedras com uma picareta.

Ter minha porção Stálin acordada me entristece. As gerações anteriores lutaram tanto por liberdade, tanto individual quanto política, para que anos depois alguém ateie fogo à uma área remanescente da Mata Atlântica e este seja tratado como "menor infrator". Esse tipo de coisa é capaz de deixar muita gente com saudades da Ditadura Militar.

O mundo padece de estupidez crônica. E acordar Stálin também é estupidez. Até porque esta desordem toda não é originada por falta de leis, ou de leis que não são cumpridas. A própria lei pode provocar a impunidade.

No Inglaterra, a lei é clara: "Não se pode ofender a rainha em solo sagrado". O cara resolveu testar esta lei. Pegou um banquinho, daqueles de alcançar as prateleiras mais altas do armário, foi até um daqueles guardas reais, que nem piscam mesmo que você peide na cara deles. Foi lá, subiu no banquinho e xingou a rainha. O guarda o levou preso. O acusado alegou: "Eu respeitei a lei. É proibido desacatar a rainha em solo sagrado. Eu estava em cima do banco. Este, que estava em solo sagrado, não ofendeu a rainha." O cara foi solto.

Chega. Vou externar a minha indignação, antes que eu entre para a TFP. Vou xingar a rainha em cima do banquinho que eu ganho mais.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Eu quero que você se...top top top!

Segundo o Yahoo Notícias, o tablóide britânico “The Sun” publicou uma lista com as 50 cantoras que jamais serão esquecidas. Algumas merecem, outras sabe Deus que estão fazendo aí. Mas não me preocupa quem está e sim quem não está.Então inauguro a categoria TopTopTop, com as cantoras verdadeiramente injustiçadas que não constam nessa bendita lista.

Top 5 - Cantoras
1 - Billie Holiday (como puderam esquecer da Lady Day?)
2 - Ella Fitzgerald
3- Etta James
4 - Amy Winehouse
5 - Cássia Eller

Falta algumas, é claro…Mas a brincadeira é sempre com 5 itens, apenas e de preferência que vem a mente primeiro. Mas nenhuma deste top que eu proponho estava na Lista do The Sun. Humpf!

Proponho agora, para minha pouca e seleta audiência a fazer seus Top5 de cantoras realmente inesquecíveis e mandar nos comentários no Blog de Vida Dupla Mais Sem Audiência do Ciberespaço!

Textículo jorrado em 09/06/2008

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Mais aniversários

O Textículos também estão aniversariando. Já são quatro meses de muita Licença Poética para um Festival de Bobagens, celebrando meus Vinte e Poucos Anos Blues, externando minhas pequenas revoltas humanas. Qual a importância disso para o Universo? Ora, nenhuma! Este ainda é o Blog Literário Mais Sem Audiência do Ciberespaço, que agora entra em vida dupla. Desde 24/05, os Textículos também existem em versão Wordpress, já que a minha Pouca e Seleta Audiência tem reclamado que não tem dado pra comentar aqui, e eu sou uma blogueira carente, preciso destes comentários. Por enquanto, os Textículos seguem nas duas versões, afinal, segundo a anatomia humana, testículos (com 's' mesmo) existem em par, né? :P
E esta cambalhota é para todos!
Textículo jorrado em 28/05/2008

Feliz Aniversário, Monicats

Ou Atualizações Inúteis

Tem textículo que já nasce velho, coitadinho. No dia em que Sobre o Tempo foi publicado, virando a madruga já, outra Vinte e Poucos Anos Blues estava completando pontos no programa de milhagem, e ficou brava comigo porque não fui ao Inferno com ela comemorar seu aniversário. Mas como curto muito essa garota, publico minha retratação por não ter ido lá. Em compensação, vi Nando Reis e os Infernais (mera coincidência), em Santos, arrastada por Bozoca. Monicats, não deu pra resistir o Barba Ruiva cantando Luz do Olhos só pra mim, hehehe. Como você é uma pessoa queridíssima, vou deixar você me xingar por isso para todo o sempre!

Textículo jorrado em 29/05/2008

sábado, 24 de maio de 2008

Sobre o tempo¹

Ou Eureka! Descobri a fórmula da nostalgia

Saudade de vocês, leitores de textículos. Eles estão ficando rarefeitos, eu sei. Creio que me entendem. Os Textículos são resultado de ato sexual tântrico, então só rola quando dá muito tesão. E meu libido anda em baixa.

Sem contar que ando me repetindo. Eu quero fazer um textículo com vários Top 5 da minha vida, outro sobre as dores e delícias do Magistério, umas críticas de uns livros que estou lendo, etc, mas não sobra tempo e quando tenho, jogo fora descaradamente, esquecendo que isto é um “recurso não renovável, altamente limitado”, como a minha paciência, que sempre foi quase nula, como oxigênio dos Andes. Alguém tem uma lhama voadora da sorte pra me vender?

Ando me repetindo, e vou me repetir de novo, usando e abusando da Licença Poética para o Festival de Bobagens. É que o passar do tempo é algo realmente fascinante, e segue me intrigando.

Tenho 25 anos. Não é tanto, eu sei. Mas é muita idade no RG para uma eterna adolescente. Eu convivo com adolescentes e tenho que dar limites a eles, que pedem por isso. Ao mesmo tempo em que entro em conflito de gerações com a garotada, me sinto mais jovem que meus alunos, como se os “caretas” fossem eles e não eu, como era no meu tempo, saca? (Já contei sobre o choque que é ver gente jovem com discurso reacionário. Avanço da tecnologia e retrocesso no pensamento. O século XXI é uma grande merda.)

Conviver com adolescentes dá outro barato doidíssimo, descobrir como eles nos veêm. Dia desses, perguntei às turmas de sexta série o que era música de velho, por conta do projeto Descubra a Orquestra, da OSESP. Eis algumas respostas:

Legião Urbana
Mamonas Assassinas
Elis Regina (caralho, ela morreu em 82, ano que em que nasci)
Roberto Carlos (bem, quando nasci, este já era meio velhinho mesmo, rsrs)
Cazuza (nem vou comentar)
Cássia Eller (ela morreu em 2001, porra!!! Nesta década ainda, como assim, velho?)

Fiquei passada com estas respostas. Coisas da minha época são de velho, além do mais, para meus pokémons música brega e de velho é quase a mesma coisa. Comentando isso na Sala dos Professores (outro lugar folclórico, cheio de histórias), um colega matou a charada: se é da minha época, é datado já, não faz parte da geração deles. Tinha que ser um professor de Matemática para apelar para a lógica assim, sem ter dó da minha velhice precoce. Sem dúvida, Fernando foi genial. Eureka pra você, caro colega.

No mesmo dia, estava com outras professoras lembrando coisas que nossos sobrinhos, filhos e alunos jamais verão, e se virem, vai ser numa vitrine com uma sala com ar condicionado para conservar as peças:

Vida pré-MSN e Orkut
Máquina de escrever
Câmera fotográfica tradicional, que precisa de flash e filme
Plano Collor, Cruzeiro, Cruzado e Verão (desses ninguém sente saudade)
Disco de Vinil
Fita k7 (em tempos de mp5, eu ainda tenho e escuto!)

…Entre outras coisas, como o tempo em que linha telefônica da TELESP (quiéisso, psora?) era “O” patrimônio e não uma dor de cabeça disfarçada de multinacional espanhola, além dos celulares da primeira geração, que mais pareciam palmtops de tão grandes. Tempos românticos esses.

No Dia das Mães, eu fiz uma busca arqueológica no Limewire por hits dos anos 80 a pedido da minha irmã, que desenterrou pérolas de fazer pular ácaros do monitor, e por um acaso é a seleção que embala este textículo. Quem mais se lembraria de Rick Astley, além da Renata? Acertei em cheio em dar o Almanaque 80 de aniversário para ela.

Há muito tenho me perguntado junto com O Vizinho das Galáxias, o Forest, porque diabos os “Vinte e Poucos Anos Blues” são tão nostálgicos. Será que a gente é tão obsoleto assim? Com a resposta do Fernando, na última sexta, mais estas viagens sentimentais que tenho feito ao passado, descobri a fórmula da nostalgia. A gente viveu e não envelheceu, a não ser em termos biológicos ou cronológicos (temos uma pança de chopp respeitável). A nossa idade não corresponde à nossa realidade interna. E que uma coisa fique clara: nós amadurecemos, sim. Descemos aos infernos, perdemos gente que amávamos, sofremos desilusões, aquela coisa toda. Apesar de ter me dado conta que a adolescência acabou, eu me sinto muito mais ‘forever young’, do que quando tinha 17 ou 18 anos, época em que não via mais novidade em nada. Hoje, em compensação, estou me divertindo muito com essa sensação de ser “vintage”. Eu sou caçula e cresci com a impressão que eu era uma folha em branco, e já tenho algumas páginas acumuladas. O Éder² tinha razão. Agora que tá começando a ficar bom.

Estamos todos no ponto. Chegamos aos Vinte e Poucos com fôlego de criança para viver outros 20, 30, 40, até 50 outros Anos Blues. A vida ainda nos apaixona. E que se foda o calendário, tanto quanto meus clichês e minha pieguice.

Post Scriptum ao contrário:
2. Um Vinte e Poucos Anos Blues acumulou pontos no programa de milhagem essa semana. Feliz Aniversário, querido. (Sem contar o gatão-de-meia-idade mais amado da FAMOSP, que vai me matar se ler este textículo, que também é um taurino 20 de maio.)
1. O título deste textículo me fez cantarolar uma das primeiras músicas do Pato Fu: “Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei, pra você correr macio”… Descobri exatamente neste momento que ela se chama Sobre o tempo! Juro que não sabia.

Textículo jorrado em 24/05/2008